As noites de Agosto se gastando, como o aprumo das facas. Não há esperança que me amole a alma, Bem.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
domingo, 11 de agosto de 2013
Meu Bem, (porque nunca houve outra forma):
Não estamos em Janeiro de 2011. Não estou ansiosa que me escrevas, estou antes esperançosa que tudo isto seja um pesadelo. Estou em crer que a minha réstia de sanidade se desvaneceu por completo. Tenho tantas saudades tuas, Pessoa, tantas!
Fazia tudo tão diferente, agora. Queria voltar, se a gana me valesse, ao parque de estacionamento dos Restauradores. Queria não ter saído daquele carro assim, tão "desleixadamente", tão emancipada, tão medricas, na verdade... Queria ter tido toda a coragem. Queria ter-te dito, quando pude, quando me pregaste o primeiro susto. Queria ir ter contigo quando não fui, fazer o que não fiz. Acima de tudo queria, com todas as forças, maiores do que as que Deus me permitiu nascer, que soubesses disto tudo. Que soubesses como te amo, como me envergonho da imbecil que fui, como a puta da minha vida está tão miserável sem ti, como me arrependo. Evidentemente que a vida não se compadece com arrependimentos deste calibre (desajeitado).
Eu disse-te que era um desastre. Sou um desastre exponencialmente maior sem ti. Eu sei que esgotaste os teus recursos, que deste cabo da paciência, do ego, da razão e do coração só por teres gostado de mim, eu sei... Disseste-mo variadíssimas vezes. Tu ensinaste-me uma coisa, que não foi de eficaz aplicação, na maior parte dos domínios da minha vidinha: a lutar, a querer. A querer muito. Estou também consciente que poderás achar que sou louca. E sou. Decidi o que quero, o que, depois de tanto tempo, é de louvar. Quero-te a ti. E apesar desta ser, provavelmente, uma luta inglória, não vou deixar de a travar. Foda-se, que eu só me posso passar com o mamute do Murphy e a malvada da entropia, mais os seus múltiplos caos inerentes! Puta que pariu a pirralhice do karma e do quid pro quod, da providência e do destino! E no fim a culpa é só minha. Rais'párta a minha estupidez, que merecia sessões incontáveis de auto-flagelação física! (Da outra já temos que chegue por aqui, note-se.)
Veio-me agora à ideia o quão bem me sentia quando te arrancava uma gargalhada. Uma gargalhada alta, gorda. Tu nunca foste espalhafatoso, isso é mais comigo. Eu sou tudo demais. Demasiado estúpida, também. Demasiado triste... Tu tens a gargalhada mais absolutamente incrível que já ouvi. Tu tens o único sobrolho com o qual eu poderia, em alguma época da história da humanidade, ter um affaire. Tu consegues fazer-me chorar a ler ao computador. És muito talentoso, tu. Eu sou só chalupa. Só se perdoam os insanos quando são génios, por isso não vou ter sorte nenhuma. Sem ti sou uma caca insípida, desnorteada e feia. Tu és tão tudo aquilo que eu não sou: és perfeito. É claro que não era suposto ficar contigo... Infatuation, oh infatuation... Sou manhosa, não sou? Tenho mania de caça, camuflo-me, mostro-me mais bonita... Sou uma bela merda, é o que é.
Amo-te. Não passa uma hora desde há três meses que não pense em ti. Prometo. Adormeço todos os dias a ouvir o teu "Tóina", "Bimba" e coisas que tais, repetirem-se nos miolos até estar surda por dentro e destroçada. Aí adormeço. Então decidi que este blog não acaba, não acaba enquanto eu não souber de ti, enquanto eu pensar nos teu braços e no teu feitio intratável a toda, repito, toda a hora. Criaste uma lutadora, pónei, bem vês.
Este blog é condição sine qua non ("Adoro quando resmungas em línguas mortas." Marques, 2012) para a manutenção da minha luta endiabrada, incendiada, enraivada, apaixonada. Não mandarei e-mails, não ligarei (Até, porque perdi o número.), respeitarei todos os limites que me foram impostos. Assim, só ficarás a saber de mim se te lembrares. (Stalker off/ Stealth on) Com todo o amor, somando-lhe a vontade que tenho de que saibas o quanto e como estou aqui. Inteira. Tua. Damn, tão e só tua.
Lembra-te, por favor.
Lembra-te de nós, meu amor.
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
É bom saber-te(,) Bem. É um alívio. Agora que te descobri, encerro o blog, certa de lhe ter perdido o sentido. Um dia quem sabe voltarei, um dia quem sabe voltemos a saber um do outro. Agora preciso de tempo para recuperar. É demasiado triste.
E noutro sentido diferente; do afastamento:
"Sinto-nos marginais; clandestinos ao que é certo, à ordem, ao sentido...
Mas sinto-nos(,) Bem."
Desculpa. Não acreditei, não quis, não sei... Principalmente desculpa, se alguma vez te ardeu tanto o coração como me dói agora a mim.
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Eu e Tu 60's...
"I've had nothing but sorrow
Since you said we were through
There's no hope for tomorrow
How's the world treating you?"
Since you said we were through
There's no hope for tomorrow
How's the world treating you?"
"Então e qual é o teu plano?" - E sorriu, olhando o céu, certo da malandrice que forrava a questão. Domingo de passeio, Domingo de anseio, Domingo de desejo. Era bom sentir-lhe o peso da cabeça no peito, em cada trago de ar... O plano era só um, o plano é sempre só um. O plano, o tal único, era ele voltar vivo das quezílias ultramarinas. Ela seria um exemplo de perseverança e fé; os filhos seriam três mais um, caso ela concordasse em ter uma menina mais; a casa seria grande e clara, abeirando o mar.
"Que plano?" - Falsa desentendida. Desiludida. Tal e qual os garotos, quando compreendem que a festa terminou.
"Menina..."
Ela interrompe-o:"Não quero falar nisso."
"Sabes que está para breve. Devíamos falar."
"Não vejo que faça diferença." Levantou-se incomodada. Sacudiu a roupa marcada da grama e andou uns metros para diante. Esticou o braço ao tronco de uma árvore e de costas continuou: "Tu vais, tu vens. Não tem de haver mais conversa. É mais fácil que não haja, por agora." Ele levantou-se sem fazer barulho, chegou-se e derrubou-a, em jeito de brincadeira. Rebolaram um no riso do outro. Guimarães iluminou-se. A saia da gaiata ficou menos branca. Sentia-se cheiro a erva molhada.
"Every sweet thing that mattered
Has been broken in two
All my dreams have been shattered
How's the world treating you?"
Has been broken in two
All my dreams have been shattered
How's the world treating you?"
Depois no Cais de Alcântara, no antigo passadiço:
"Escreves-me?"
"Não."
"Porquê?!"
"Porque enquanto não voltares estarei irremediavelmente chateada."
"Vou ter de ir. Adoro-te." Afagou-lhe o cabelo.
"Faço tão mais do que adorar-te." - Pensou ela. E uma lasca estalou-lhe o coração.
"Got no plans for next Sunday
Got no plans for todayEvery day is blue Monday
Every day you're away"
"16 de Julho, 1962
Ninguém poderá calcular a saudade que sinto, meu Bem, ninguém poderá saber. Gosto de ti mais do que entendia. Gosto ainda mais do que supus ser possível gostar-se. Está sempre de chuva, aqui... O Niassa está aportado e sinto uma vontade estúpida de arriscar um embarque. Sou fraca rebelde, infelizmente... Preciso tanto saber de ti. Preciso-nos."
"And I'm asking you darling
How's the world treating you?"
How's the world treating you?"
Pousou o prato que tinha acabado de limpar na banca mais a toalha, espiou a janela demoradamente e soltou-lhe a cortina soalheira. Passou o corredor até à sala, ajeitou o cabelo ao espelho, por cima do aparador, endireitou as fotografias do tampo. Afastou a agulha, tirou o disco e guardou-o.
Espero que voltes.
Não tem de haver mais conversa. É mais fácil que não haja, por agora.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
We watch the night yet to come;
Dark as our dirty hearts and love.
Undone thoughts come across our minds, to be shattered once again;
So we stand silent in the porch, as the evening falls and the leafs fall and time falls...
We grew one hundred years older, tonight.
Dark as our dirty hearts and love.
Undone thoughts come across our minds, to be shattered once again;
So we stand silent in the porch, as the evening falls and the leafs fall and time falls...
We grew one hundred years older, tonight.
O amor é engodo a desoras tristes e indecentes.
A mágoa é vício de quem amou.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Amar sozinho é a forma mais pura, porque desinteressada e desenganada.
Amar sozinho é uma merda.
Amar sozinho é uma merda.
Reflexão sobre o resto que falta morrer
(Título alternativo: misérias apaparicadas)
(Título alternativo: misérias apaparicadas)
Pois, se me morre um bocadinho a cada minuto que passa, pergunto-me quando me hei-de esgotar... Estas mortes múltiplas têm de se gastar, eventualmente. Contudo, quem já ciranda desgastada da gastura sou eu! Desgraçada. E quando penso que já não sobram pontas de mim para se extinguirem, falece-me mais um pedaço qualquer, que até então desconhecia. Não obstante, esses bocados, (que me eram estranhos enquanto vivos), fazem-me uma falta irremediável. Isto é só estúpido, isto de não conseguir acabar de estar morrendo... Rais'párta!
terça-feira, 4 de junho de 2013
Great expectations! - she said.
Well, you really shouldn't...
Why not?!
Expectations will kill you...
Well, I'm sorry my Lord, but without expectations we're dead already.
domingo, 2 de junho de 2013
French Fleet
I'll do better than to hold you,
When the french fleet arrives.
My own sweetheart, my own sweet soul;
The thought of ever living alone,
For parting you is to be forever lonely,
Is the most unbearable feeling of them all.
So I'll do more, I shall do better than to hold you.
And the french fleet will drown.
My own sweetheart, my own body, flesh and blood;
I beg you,
Never to let go of our hands, never to let us go.
But the flags are already
waving in the battle waters.
Pretty soon we shall see the ships threat.
It is now time, I beseech you...
My own sweetheart, darling love;
If only I could do better than to hold you...
I should do better than to hold you.
I fear I won't fulfill my duty,
Thus your bravery reveals my cowardly nature.
And if that pleases God,
Then I shall die with the grace of guilt.
When the french fleet arrives.
When the french fleet arrives.
My own sweetheart, my own sweet soul;
The thought of ever living alone,
For parting you is to be forever lonely,
Is the most unbearable feeling of them all.
So I'll do more, I shall do better than to hold you.
And the french fleet will drown.
My own sweetheart, my own body, flesh and blood;
I beg you,
Never to let go of our hands, never to let us go.
But the flags are already
waving in the battle waters.
Pretty soon we shall see the ships threat.
It is now time, I beseech you...
My own sweetheart, darling love;
If only I could do better than to hold you...
I should do better than to hold you.
I fear I won't fulfill my duty,
Thus your bravery reveals my cowardly nature.
And if that pleases God,
Then I shall die with the grace of guilt.
When the french fleet arrives.
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