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Num volte-face, quando eu puder, viro menina-mulher.

terça-feira, 19 de novembro de 2013


   Estar apaixonado é, grosso modo, envergar uma epiderme desenhada. É não entender que essa fronteira ilusória existe aliada a esse sentimento tão espesso. O sentir do amor (em todas suas formas), per se, nunca será falso, pois se sentido já. E o mesmo não se podendo garantir do objecto que, falseado ou não, se muda...  É aproximar de uma fogueira apagada, cujo o calor se sente ainda ao desabrigo da noite. As toras que a arderam foram tantas; e apesar de ter havido um par de achas mais valentes ou outro de mais medíocres, o calor é a evidência. 
   Eu não deixei de acreditar em paixões honestas e singulares, mas acredito nelas às vezes,... quando me apaixono. Já li o melhor livro do mundo quatro vezes, mas só dei um melhor beijo. Isto é tudo de uma mariquice muito mais que inconstante, penso. E a unicidade, o maior, o melhor, o mais, são bestas do nosso desassossego hipócrita, esboçadas e coloridas por nós.
   Galhardo bicho, o humano, que se dá a este luxo de se auto-iludir-desiludir. 
   E contraditória mesmo, é a acção de dissertar sobre essa fugaz ideia da paixão; que em se mantendo, será irremediavelmente julgada por "amor", e em se quebrando perderá o estatuto outrora recebido da esperança. A paixão é só, agora. Ontem foi engano, amanhã é outra coisa "mais". 
   E pensar assim, moldando-A a uma caixa de fósforos, é profundamente decapante.
   

segunda-feira, 21 de outubro de 2013





You should be more.
More than I ask, more than I know.
You should be enough .
As in perfect, or like the right one. 
You should be all,
but not too much...


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Safari mobile, I-phone, Google Chrome, Firefox, Windows, Linux.

O que me sobra de ti são estatísticas anónimas e hipotéticas. 
Não posso contar-te os meus recentes sucessos.



És uma seca. 
E se não afluis a este blog és uma seca maior ainda.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

sexta-feira, 27 de setembro de 2013


Elisa parva e nostálgica, mas contente. Con-ten-te.








A criança acocorou-se, olhou o veleiro ajornalado e logo o largou no ribeiro.
Amanhã o papá faz outro. 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

sábado, 7 de setembro de 2013

Estima-se que um luto saudável dure uma média de três meses. Depois existe um incómodo. Um sólido, persistente e inevitável incómodo. É uma versão diluída da dor. Não inspira, não cria, não move. Ê o momento em que se deixa a rabugice de lado e se fica sabendo da impotência. Ele há cá coisas que não se sentem da nossa teimosia. Vamos tomando a nossa consciência, profilaticamente. Primeiro com o nariz tapado e às escondidas, porque disseram que fazia bem; depois, entendendo que o conformismo, apesar de descolorado e aborrecido, nos traz alguma paz. É o "tem de ser". E o "tem de ser" é uma puta que ninguém quer, mas toda a gente come. 

E com isto estou incomodada. 

domingo, 1 de setembro de 2013

"Eu perco o chão,  eu não acho as palavras, eu ando tão triste, eu ando pela sala; eu perco a hora, eu chego no fim, eu deixo a porta aberta, eu não moro mais  em mim.  Eu perco as chaves de casa, eu perco o freio; estou em milhares de cacos, eu estou ao meio, onde será que você está agora??!"

Não tenho palavras minhas com som. Pedi emprestado.